Doença Inflamatória Pélvica (DIP) – Sintomas e Tratamentos

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Entre milhares de infecções e doenças que podem acometer o sistema reprodutor feminino, algumas causam dúvidas e estranheza ao ouvir falar, principalmente quando se recebe o diagnóstico, como é o caso da doença inflamatória pélvica. Nesse artigo, iremos esclarecer sobre o que se trata, quais as principais causas, sintomas e tratamentos indicados para essa doença que assombra as mulheres.

O que é a Doença Inflamatória Pélvica?

Doença inflamatória pélvica também reconhecida pela sigla DIP é uma infecção considerada grave que atinge o sistema reprodutor feminino, incluindo útero, ovários e trompas. Tem início na área da vagina e com sua progressão atinge os demais órgãos, afetando toda região pélvica e no seu estágio mais avançado, espalhar pela área abdominal. Se não tratada devidamente e a tempo, pode causar danos irreversíveis a mulher, incluindo na infertilidade.

Essa doença costuma afetar em maior número mulheres mais jovens e adolescentes sexualmente ativas, que tem uma troca muito grande de parceiros sexuais e não tem o costume de utilizar preservativo nas relações sexuais e ainda praticam a ducha vaginal, lavando a parte interna da vagina de forma constante.

A DIP é considerada uma doença sexualmente transmissível, mas também pode ocorrer devido a paciente ter endometriose. A doença inflamatória pélvica é classificada de acordo com o grau e gravidade da paciente.

  • Classificação estágio 1 – inflamação que acomete o endométrio e as trompas de falópio, sem atingir a área do peritônio;
  • Classificação estágio 2 – inflamação que acomete as trompas de falópio e também a área do peritônio;
  • Classificação estágio 3 – inflamação que acomete as trompas de falópio e obstrui a área tubaria ocasionando um abcesso íntegro na área;
  • Classificação estágio 4 – inflamação com abcesso no tubo ovariano roto ou presença de pus na cavidade abdominal.

Sintomas da Doença Inflamatória Pélvica

A doença inflamatória pélvica pode ocorrer de forma silenciosa, sutil e muitas vezes assintomática, o que dificulta o diagnóstico e oferece riscos maiores a mulher. A ausência de sintomas não reduz a gravidade da doença e muito menos as chances dela se agravar. Por esse e outros motivos, é essencial que a mulher mantenha visitas regulares ao ginecologista para exames de rotina e que conheça muito bem seu corpo e todo seu funcionamento para observar qualquer sinal ou sintoma diferente.
Entre os principais sintomas a serem observados por mulheres que estão com a doença inflamatória pélvica, são:

  • Dor no baixo ventre ao ser apalpado;
  • Sangramentos vaginais fora do período menstrual;
  • Sangramentos após relação sexual;
  • Corrimento vaginal de cor amarelada ou esverdeada com forte odor;
  • Dor durante a relação sexual;
  • Febre de 38⁰C ou mais.

Outros sintomas também foram observados em mulheres com a DIP, incluindo enjoo, sensação de calafrios, dores intensas na parte debaixo das costas. Caso observe qualquer um dos sintomas, procure um pronto atendimento ou seu ginecologista o quanto antes. A demora do diagnóstico e do tratamento adequado permite que os micro-organismos responsáveis pela doença continuem se multiplicando rapidamente e acometendo tecidos cada vez mais profundos do sistema reprodutor.

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Principais Causas da Doença Inflamatória Pélvica

Algumas situações e doenças podem levar a ocorrer a doença inflamatória pélvica, por isso ela também pode ser considerada uma doença sexualmente transmissível. Mas não é só através das relações sexuais desprotegidas que ela pode acontecer. Entre as principais causas em geral estão:

  • Relação sexual desprotegida com diversos parceiros sexuais;
  • Doenças sexualmente transmissíveis como a gonorreia e a clamídia;
  • Contaminação durante o parto;
  • Uso de objetos contaminados para masturbação;
  • Biopsia de endométrio ou durante procedimento de curetagem uterina;

Portanto, conclui-se que a doença inflamatória pélvica é ocasionada por bactérias especificas em contato com a vagina. Essas bactérias se proliferam rapidamente atingindo demais tecidos do sistema reprodutor feminino, provocando sintomas ou não, mas que podem ser diagnosticados através de exames de rotina ginecológica.

Diagnóstico da Doença

O diagnóstico da doença inflamatória pélvica nem sempre é fácil e rápido, devido à ausência de sintomas. Mas é possível detecta-la através de exames de sangue e exames de imagem como ultrassonografia da pelve e uma transvaginal. No exames de sangue é possível detectar a doença através da análise da proteína C ou da velocidade da sedimentação globular elevada. A presença das doenças clamídia e gonococo também são fortes indicativos.

Tratamento da Doença Inflamatória Pélvica

Após fechamento de diagnóstico do ginecologista através de exames avaliatórios o tratamento deve ser iniciado. O tratamento é realizado a base de antibióticos orais ou injetáveis que são ministrados de forma intramusculares com durabilidade de 14 dias. Além da medicação para combater a doença são necessários alguns cuidados e recomendações que devem seguidos rigorosamente como:

  • Manter repouso durante os dias de tratamento;
  • Não ter relações sexuais, mesmo com camisinha durante o tratamento;
  • Se utilizar DIU, é recomendado a retirada provisoriamente;

Durante o tratamento da paciente é recomendado que o parceiro ou parceiros sexuais sejam tratados também, mesmo que não tenha nenhum sintoma. O tratamento do parceiro evitará a recontaminação da paciente através da relação sexual após a finalização do tratamento.

Caso não seja tratado, a doença inflamatória pélvica pode gerar transtornos sérios e muitas vezes irreversíveis a paciente. A infertilidade é uma delas e o risco de gravidez ectópica, onde o embrião é fixado fora do útero são possibilidades de mulher que sofrem com a DIP.
Foto: Elisardojm



Fonte: Trocando Fraldas

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